Distúrbios hemorrágicos e o tratamento odontológico

Neste link podemos estudar as implicações dos dstúrcios hemorrágicos no tratamento odontológico. Este texto foi escrito pela cirurgiã-dentista Dra Renata Resende.

www.ricardosgomez.com/temas-relevantes/disturbios-hemorragicos-e-o-tratamento-odontologico/

Entendendo um pouco da esquistossomose e consequências da hipertensão portal

Na esquistossomose hepatoesplênica os ovos produzidos pelo parasita podem chegar à veia porta, resultando em hipertensão portal. A hipertensão portal resulta em uma série de consequências e complicações como: ascite, varizes esofagianas, esplenomegalia, etc. Neste link, podemos ler brevemente sobre os sintomas da esquistossomose.

www.mdsaude.com/2011/11/esquistossomose-sintomas.html

Curiosidades sobre o tempo de renovação no epitélio bucal

Estima-se que o tempo de renovação é de 41 a 57 dias na gengiva e de 25 dias na mucosa jugal.

Em pele, este tempo é estimado em 52 a 75 dias e em intestino de 4 a 14 dias.

 

Fonte:

Ten Cate, Histologia Oral, Tradução da 7a Edição

Pigmentação e melanócitos

Indivíduos pouco e muito pigmentados apresentam quantidades semelhantes de melanócitos na pele e mucosa. No entanto, a atividade relativa dos melanócitos na produção de melanina e transferência desta para os queratinócitos vai resultar em diferenças de cor. As regiões de mucosa oral em que mais comumente encontramos pigmentação por melanina clinicamente são gengiva, mucosa jugal, palato duro e língua. Geralmente, há uma concordância entre os graus de pigmentação de pele e de mucosa oral. 

O albinismo resulta da incapacidade dos melanócitos de produzirem melanina. Já a degeneração dos melanócitos em certas áreas de pele causa uma despigmentação localizada da pele, o vitiligo.

 

Fontes:

Ten Cate, Histologia Oral, Tradução da 7a Edição

Junqueira e Carneiro, Histologia Básica, 10a Edição

Calcificações Pulpares

por Dra Kelma Campos,

Endodontista e Doutora em Medicina Molecular, Universidade Federal de Minas Gerais

    As calcificações pulpares são alterações regressivas observadas na polpa dentária com muita frequência e, por isso questiona-se se representam um estado patológico ou se devem ficar situadas dentro da linha de variação biológica normal (De Deus, 1992). As calcificações pulpares são mais comuns na porção coronária da polpa dentária (Bhaskar, 1985), mas também podem estar presentes na polpa radicular (Arys et al. 1993). Na maioria das vezes, as calcificações pulpares não estão associadas a manifestações clínicas significativas (Neville et al., 2009). Foi sugerido que a dor de dente de natureza idiopática pode ser causada pela presenca de cálculos pulpares que comprimem as fibras nervosas (Seltzer & Bender 1984). Entretanto, outros autores concordam que dificilmente estas calcificações provocam dores pulpares (De Deus, 1992). Na ausência de sinais e sintomas a presença de cálculos pulpares não deve indicar uma desordem que requer terapia endodôntica (Goga et al., 2008).

    Os cálculos pulpares podem ser identificados por meio do exame radiográfico como uma massa radiopaca (Tamse et al., 1982), porém  a prevalência destes pode ser maior que a indicada nos estudos usando este método, já que aqueles com diâmetro menor que 200 µm não podem ser visualizados radiograficamente (Moss Salentijin e Klyvert 1983).

    A patogênese das calcificações pulpares não foi completamente esclarecida e diversos fatores têm sido relacionados com sua ocorrência. A idade, distúrbios circulatórios na polpa, predisposição genética, além de lesões cariosas, restaurações profundas, abrasão e trauma oclusal podem levar a sua formação (Van Den Berghe et al., 1999; Goga et al., 2008). Os cálculos pulpares foram encontrados em pacientes com doenças genéticas tais como displasia dentinária, dentinogênese imperfeita e certas síndromes como a de Van der Woude (Kantaputra et al., 2002).

    A calicificação difusa é vista mais comumente nos canais radiculares, sendo também conhecida como degeneração cálcica. São depósitos irregulares no tecido pulpar, seguindo, usualmente, feixes de fibras colágenas ou vasos sanguíneos. São amorfas, não possuem estruturas específicas e, usualmente, são resultantes finais da degeneração hialina da polpa dentária (Bhaskar, 1985).

    Quando há necessidade de tratamento endodôntico, as calcificações pulpares podem gerar dificuldades clínicas durante o tratamento ou até impedir o acesso aos canais radiculares (Ibarola et al., 1997).